sábado, 23 de outubro de 2010

Pedro, José, Maria, Jonatas... vocês me amam?


Nem sempre as coisas acontecem como planejamos। O apóstolo Pedro, por exemplo, com toda certeza não esperava ser tão covarde na hora que Jesus mais precisou dele. Pedro não planejou sua queda, pelo contrário se as coisas acontecessem como ele planejara haveria uma quarta cruz ali no Gólgota para ele. Pedro prometeu lealdade, e não titubeou quando se dispôs a morrer com o mestre se fosse preciso, mas no desenrolar da história não foi bem isso que aconteceu. Jesus conhecia bem seu discípulo por isso não se iludiu com votos e promessas de um homem que se conhecia muito pouco, talvez o grande problema de Pedro fosse esse, se conhecer pouco. O apostolo negou Jesus três vezes diante de uma fogueira acesa por aqueles que crucificariam seu mestre e os quatro evangelhos narraram esse momento fatídico de Pedro. O galo por sua vez agiu como profeta, seu canto foi uma verdadeira profecia contra o apóstolo fazendo com que ele caísse em si.



Quantas vezes nós nos encontramos arrebentados como o apóstolo Pedro, olhando a nossa volta e não entendendo como pavimentamos o chão da nossa própria queda. A grande verdade é que não somos tudo que gostaríamos de ser, falamos de mais e fazemos de menos. Quantas e quantas vezes ouvimos o canto do galo e a realidade a nosso respeito vem a tona? Quando esses momentos emergem em nossa história podemos tomar duas direções: a primeira é preparar a corda e por no pescoço assim como fez Judas Iscariotes e a segunda é se deixar ser alcançado pela graça de Deus assim como aconteceu com Pedro. Jesus não desistiu de Pedro e não desiste de ninguém, para Pedro Jesus fez uma fogueira, assou uns peixes, o chamou no canto e curou a chaga do seu coração. Naquela hora o chamado foi refeito, o amor foi declarado, a responsabilidade foi dada e o apóstolo foi perdoado.



Jonatas Oliva

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Espiritualidade ou desempenho?


Boa parte das pessoas se relaciona com Deus na categoria do desempenho, ou seja: elas pensam que precisam ter um bom desempenho como cristãos para serem aprovadas por Deus, que por sua vez também precisa desempenhar bem o seu papel de divindade para ser adorado como Ser Supremo. Na verdade, as pessoas entendem muito pouco sobre a verdadeira espiritualidade. Deus não se encontra gerenciando uma empresa celestial onde o resultado é que define o sucesso de alguma coisa, nós sabemos muito bem de que “... há quem curou e o diabo já expulsou, mas Jesus nunca os conheceu”. O problema se debruça sobre o fato de nossos relacionamentos estarem contaminados pelos vírus letais de uma geração que troca o coração pelos resultados. A espontaneidade se perde em meio aos fardos pesados das obrigações e as pessoas voltam a ser escravas de um “Egito” que nunca se extinguiu do coração dos homens. É no “Egito” que o desempenho torna-se garantia de vida ou de morte, porque no reino de Deus os resultados são apenas conseqüências de uma liberdade vivida no amor. Deus não espera que sejamos o que não somos, precisamos nos enxergar como filhos e precisamos ver Deus como Pai. Essa é uma verdade que nos libertará para sempre...


Jonatas Oliva

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Santos-pecadores


A igreja tem muitas coisas para dizer ao “santo”, ela também tem uma cartilha infindável para apresentar ao “pecador”, mas o que dizer para aqueles que são santos-pecadores? Bem, acho que se formos sinceros, convergiremos sem exceção para o mesmo lugar, ou seja: não somos santos sem pecado e nem pecadores que se alegram no pecado. Ao aceitarmos nossa condição de santos-pecadores concomitantemente assumiremos o fato de que não chegamos ainda a estatura de pessoas perfeitas, aliás, há um abismo entre nós e a perfeição.

Ao abraçarmos o evangelho não nos tornamos perfeitos, mas nos tornamos conscientes de quem somos e melhoramos a cada passo quando andamos com Jesus. A caminhada é longa e a mudança sempre necessária. Em nós habita a possibilidade de nos transformar com o tempo, podemos melhorar ou piorar e as escolhas é que definirão o rumo dessa metanóia (arrependimento, conversão). O evangelho nos iguala, mas a religião tem sempre a tendência de eleger seus “santos” e seus “pecadores”, é interessante observar que os grandes personagens bíblicos, não foram santos sem pecados, eles viveram em meio as tragédias geradas por escolhas erradas e também experimentaram o prazer de acertarem na vida, ou seja: eles eram muito parecidos comigo e com você.

Jesus não autorizou ninguém pecar, mas Ele não apedrejou nenhum pecador e olha que não faltou oportunidade para fazer isso em seus dias. Ora, se Jesus sendo o único Santo sem pecado teve paciência com os santos-pecadores nós que nos igualamos em essência precisamos ser pacientes uns com os outros, pois com a mesma medida que julgarmos um dia também seremos julgados.
Jonatas Oliva

quinta-feira, 20 de maio de 2010

“Ainda bem que eu vou morar no céu...”

O medo do inferno paralisa muita gente। Quantas pessoas não celebram o céu porque vivem surtadas com medo de ir para o inferno? E o pior de tudo é que nessa paranóia existencial, transformam o presente em seu verdadeiro inferno। O inferno só se estabelece como medo, no coração daqueles que desconhecem a graça, e o céu só poderá ser celebrado se a consciência da graça e do amor de Deus se transformarem na pavimentação do caminho para eternidade. O conforto com relação ao “daqui a pouco” só existirá se o agora estiver muito bem resolvido com Deus, e isso dentro dos ditames da misericórdia Divina e não dos esforços humanos em mapear o caminho do paraíso. O céu é um presente Divino e não uma conquista humana, entendendo isso boa parte da paranóia escatológica do ser se erradicará.



Jonatas Oliva

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Colorindo a vida


Em um dia escuro
Quando pouco se vê
A alegria se esconde
E no coração faz crescer
A dor...

Em uma tarde cinzenta
O tempo parece parar
O gelo toca a alma
Chegou a hora de gritar
Socorre-me...

Em uma noite incolor
Um sussurro se ouviu
É a voz do Senhor
Que de repente coloriu
A vida...



Jonatas Oliva

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um encontro com Deus pode mudar muita coisa


O melhor lugar para se encontrar com Deus é o lugar que Ele mesmo preparou. Este lugar pode não ser tão paradisíaco como os Alpes na Suíça, pode não ter o cheiro de religiosidade de uma igreja, pode até não ter uma grande concentração de pessoas como em um mega evento gospel, mas o que importa não é o ambiente, e sim a Presença. Algumas pessoas foram agraciadas pela presença de Deus em lugares inusitados: Moises teve uma experiência com o “Eu Sou” no monte Horebe, Jó se encontrou com Deus em meio às catástrofes de sua existência, Daniel recebeu o anjo do Senhor na cova dos leões famintos, Sadraque, Mesaque, Abdnego se encontraram e passearam com Deus em meio a uma fornalha de fogo ardente, Paulo se converteu depois de se encontrar com Jesus em uma estrada a caminho de Damasco, Um certo ladrão teve um encontro maravilhoso com Jesus no Monte da Caveira, Jonas teve uma experiência inesquecível com o Senhor dentro do ventre de um grande peixe, e nós somos convidados a nos encontrar com Deus entre as quatro paredes do nosso quarto. Por isso eu repito mais uma vez: o que importa não é o ambiente,e sim a Presença.
Jonatas Oliva